A água do seu condomínio está própria para o consumo?

A água do seu condomínio está própria para o consumo?

Não basta estar armazenada na caixa e passar pelo filtro de casa. A água tem que ser testada com frequência para evitar contaminação

 

Você sabe a quantas anda a qualidade da água do seu condomínio? Tem certeza que a água que sai do seu filtro esta realmente limpa? Nem sempre os filtros de casa dão conta de retirar as impurezas da água. Quando isso acontece é a hora de fazer um teste de qualidade e tomar providências.

 

A Copasa garante a qualidade da água do manancial até a entrada do condomínio. Daí para adiante, a responsabilidade é dos moradores. O problema é que nem todo mundo se lembra de checar se a caixa d’água esta limpa e tampada, se a tubulação esta em boas condições ou se a o reservatório subterrâneo esta livre do lodo e outros detritos que contaminam a água. Essa manutenção tem que ser feita de seis em seis meses. Caso contrário, o risco de contaminação é enorme. Fatores como caixa d’água destampada ou rachada também são perigosos, pois favorecem a entrada de animais como ratos, pássaros ou insetos, que mortos ou vivos, poluem a água que depois vai ser bebida, utilizada para lavagem de alimentos ou banho.

 

De acordo com a bióloga da empresa de testes de tratamento de água Biológica, Sônia Martins Moreira Dayrell, a água contaminada apresenta grande quantidade de coliformes, que são bactérias que podem transmitir doenças pelo uso ou ingestão da água, tais como a febre tifóide, disenteria bacilar e cólera.

 

Fazendo o teste – Para atestar se a água esta em condições de ser consumida, a empresa coleta amostras em diversos pontos da rede de distribuição do condomínio.  A bióloga explica que a amostra colhida é levada para o laboratório. O resultado sai de dois a três dias depois. É esse teste que responde a perguntas como: a vedação da caixa d’água está adequada? Há inflitrações? Se o resultado for negativo, está tudo bem. Mas, se for positivo para coliformes, o síndico deve tomar providências. “O mais comum é encontrarmos bactérias do grupo coliforme. Esse grupo é mais resistente à cloração. Se aparecer, é porque o cloro não está adequado. E aí, podem ter outras bactérias”, explica Sônia.

 

No caso do teste detectar batérias, o laboratório recomenda que o síndico faça a limpeza e a desinfecção dos reservatórios do condomínio, sem esquecer da tubulação. “A água chega boa, mas pode ser contaminada na tubulação se ela for antiga, com furo ou que tenha tido contaminação”, diz a bióloga. A análise também pode ser feita da água da piscina, bebedouros ou poços artesianos.

 

Potabilidade – A Copasa não fiscaliza se os condomínios tomam providências para a manutenção da qualidade da água, mas recomenda que as análises sejam feitas periodicamente. A empresa, no entanto, garante a qualidade da água na rede pública, até chegar aos prédios.

 

Segundo o gerente da Divisão de Pesquisa e Controle da Qualidade da Água e Esgoto, Airis Antônio Horta, o padrão de potabilidade da água é definido pela portaria 518 do Ministério da Saúde. Ela determina que água potável é aquela “para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos à saúde”.

 

Airis explica que a Copasa faz análises em diversos pontos da rede, de acordo com critérios de representatividade da localização, maior densidade e consumo, como pontos próximos a hospitais, escolas e a rodoviária. Para manter a qualidade da água entregue, ele recomenda que os condomínios se lembrem de lavar os reservatórios de seis em seis meses.

 

Para prédios em que há descarte de elementos químicos, os síndicos devem promover a verficação periódica da rede de esgoto para evitar contaminações. É o que faz o Condomínio do Edifício Vitória, no cenrtro de BH. Lá, o síndico Cláudio Vliaça faz testes de qualidade da água de três em três meses. O edifício abriga diversos consultórios dentários e os testes verificam a possível contaminação da água por chumbo ou cobre. “Tem uma lei estadual que determina que os prédios com consultório façam esse controle. Mas, aqui nós não temos esse problema, porque os consultórios não tem raio x”, diz o síndico.

 

Cláudio conta também que, além das análises trimestrais, promove a limpeza da caixa d’água de seis em seis meses com uma empresa cadastrada na vigilância sanitária municipal. “Seguir as determinações da lei facilita os processos burocráticos na hora de um constultório conseguir certidões. A situação fica regularizada. Sem isso, eles não participam de nada, como licitação e convênios com órgãos públicos”, explica o síndico.

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