Temporada das piscinas no condomínio

Temporada das piscinas no condomínio

o verão, as temperaturas elevadas e férias das crianças abrem a temporada de diversão nas piscinas. Os condomínios devem se adiantar para deixar a água em boas condições de uso

 

Com o calorão e as férias escolares se aproximando, está na hora dos condomínios prepararem as piscinas para receberem os moradores. Além da limpeza, que deve ser semanal, o síndico também precisa verificar se a estrutura da piscina está em bom estado de conservação.

 

Segundo o proprietário da Fortal Piscinas, Reginaldo Andrade dos Santos, a limpeza da piscina deve ser feita uma vez por semana em casas e duas vezes em caso de uso coletivo, como condomínios, clubes ou academias. Ele explica que a limpeza é feita com produtos químicos específicos, fornecidos pela própria empresa e com a bomba e o filtro, que pertencem ao condomínio e passa por vários processos. Primeiramente é feita a limpeza do fundo da piscina; sem seguida, das bordas. Depois disso, também é feita a escovação das gretas entre os azulejos, a peneiragem da superfície, para a retirada de folhas ou insetos mortos, a filtragem e regulação do PH (que mede o nível de acidez) da água.

 

Ainda de acordo com Reginaldo, o esvaziamento da piscina nunca é necessário para a limpeza, mas sim, para uma manutenção corretiva, de reparação de danos da estrutura.

 

Manutenção – No caso da piscina de azulejo, os danos mais frequentes são a quebra ou soltura de uma peça no fundo da piscina. Reginaldo explica que esta é a fonte mais comum de acidentes, principalmente com crianças. Por isso, ele recomenda o imediato reparo. “Nesse caso, esvaziamos a piscina e fazemos um rejuntamento ou calefação das gretas, além de repor o azulejo solto”, diz ele.

 

Outro material bastante encontrado em piscinas é a fibra. Ela exige manutenção da estrutura a cada 10 anos e o trabalho se resume a pintura, para que a aparência não fique feia, desgastada.

 

Por fim, há também piscinas constituídas por vinil. Esse material também é de longa duração, sendo necessário o esvaziamento em cada sete a 10 anos. Neste caso a manutenção é para substituir o bolsão de vinil, que é o acabamento da piscina. “A piscina de vinil é como se fosse de concreto, mas sem o azulejo e o bolsão é o acabamento”, esclarece Reginaldo.

 

Custo-benefício – Segundo Reginaldo, a manutenção da piscina não é cara, ao contrário do que se possa comumente acreditar, já que ela é mais um item que valoriza o condomínio. Ele diz que a limpeza semanal custa, em média, R$150, dependendo do dia da semana. “Nos dias mais procurados, a limpeza é mais cara e nos dias menos procuradas, é mais barata. Precisamos fazer isso para não acumular todos os serviços em um só dia, não teríamos como atender toda a demanda”, afirma. Já o preço da manutenção da estrutura varia conforme o material de que a piscina é feita.

 

No entanto, antes de pesquisar e contratar o serviço de olho apenas no preço, o síndico deve ficar atento para a idoneidade da empresa. Reginaldo explica que o mercado de manutenção de piscinas cresceu muito nos últimos anos e nem todos os profissionais que atuam são confiáveis. Como não há um sindicato ou entidade que regule o setor, Reginaldo diz que o síndico deve ficar atento. “O síndico deve procurar referências e consultar o CNPJ da empresa para verificar se há alguma ocorrência e tomar cuidado”, alerta.

 

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Cuidado com afogamentos

 

A piscina é um ótimo local de lazer, mas cuidados devem ser observados. Por isso, a defesa civil de São Paulo elencou uma série de procedimentos que devem ser observados para a segurança dos frequentadores:

 

Para bebês – Nunca devem ficar sozinhos no banho ou perto de qualquer área ou recipiente que contenha líquidos.

Para crianças – Deve-se estimulá-las a assumirem responsabilidades para a sua própria segurança. É importante que aprendam a nadar e a boiar. Sempre que possível, ao entrar em piscinas, devem estar acompanhadas por adultos.

Para adultos – Nunca é bom entrar na água sob o efeito de bebidas, principalmente se estiver sozinho. Nunca finja estar precisando de socorro.

 

Primeiros socorros em afogamento:

  • Após a pessoa ser retirada da água, para se evitar complicações, deve-se prover o cérebro e o coração de oxigênio (respiração boca-a-boca e animação cárdio-pulmonar) até que ela tenha condições para fazê-lo sem ajuda externa, ou até que seja entregue a um serviço médico especializado.

Cuidados no socorro de quem está se afogando: Se você for socorrer alguém que está se afogando, cuidado: não deixe que a vítima se agarre a você, pois assim os dois correm o risco de se afogarem; Ao ser retirada da água, a vítima deverá ficar deitada de barriga para cima e com a cabeça de lado, a fim de que não ocorra aspiração de líquidos. Essa posição também impede que a língua bloqueie a garganta, facilitando a saída de líquidos.

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