Tintas ganham espaço como revestimento de fachadas

Tintas ganham espaço como revestimento de fachadas

Pintar a fachada e a parte interna do edifício é mais barato. Se bem cuidada, a pintura também mostra bom gosto com a decoração.

 

Em uma cidade em que grande parte dos construtores optaram pela cerâmica ou pastilhas como revestimento de fachadas de prédios, a pintura vem ganhando força entre condomínios novos e os que passam por reforma. A grande diferença: o custo.

 

De acordo com o proprietário da JC Pinturas, José Antônio Ribeiro, a diferença entre a pintura e a cerâmica é grande. “Hoje a pintura do prédio sai bem mais barato que a cerâmica, que além do material, tem os gastos com rejunte, argamassa, mão de obra. Eu já nem trabalho com cerâmica mais”, diz ele.

 

José Antônio explica que outro problema da cerâmica é a falta de preparo no manejo quando o material começou a ser usado em fachadas. “Quando a cerâmica começou a ser usada, não havia gente preparada para trabalhar com argamassa, o resultado são essas fachadas descolando, caindo. Hoje é diferente, mas ainda assim, continua caro”. E conclui. “Com tinta, isso não acontece”.

 

Segundo o empresário, para escolher a tinta certa, o melhor é procurar as marcas mais consolidadas no mercado. “Os materiais de primeira linha tem mais abertura, usam alguns aditivos, como acrílico, que dá um emborrachamento na tinta e mais durabilidade”, afirma. Segundo José Antônio, além de escolher uma boa tinta, é essencial preparar bem a parede para recebê-la. Isso porque uma tinta de boa qualidade aplicada sobre uma ruim pode não ter um bom efeito sobre o acabamento. Ele explica que com o passar do tempo a tinta ruim que ficou por baixo começa a descascar porque a parede não “respira”. Por isso, é preciso fazer a preparação da parede, removendo a tinta antiga e a umidade.

 

A manutenção da pintura também é requisito básico para que a fachada esteja sempre com cara de nova. O tempo máximo entre uma pintura e outra é de cinco anos. Também é preciso ficar atento à limpeza do prédio. O excesso de água pode estragar a tinta. “O pessoal do prédio tem mania de lavar o mesmo lugar todos os dias. A água vai infiltrando e estourando tudo”, alerta José Antônio.

 

A utilização de uma tinta impermeabilizante também ajuda na preservação da pintura da fachada e dos muros, de acordo com a gerente de marketing da Casa & Tinta, Maria Eduarda Ferreira. “Algumas tintas imobiliárias funcionam como impermeabilizante e pintura refletora de calor. São produtos com altíssimo poder de impermeabilização para a pintura de fachadas. Possuem uma película mais espessa, flexível e impermeável”, diz ela.

Mesmo sendo um material mais barato e de acabamento mais simples, as tintas também podem ser bem utilizadas na composição das fachadas. Segundo Maria Eduarda, um bom efeito pode ser conseguido com as tintas texturizadas. “Muitas texturas recebem em sua formulação grãos de quartzo moídos, o que confere ao produto uma maior durabilidade, resistência à abrasão e repetência à água. Por isso, as texturas também são opção para quem deseja um acabamento decorativo associado à altíssima resistência e durabilidade.
O produto tem um alto poder de enchimento  disfarçando as imperfeições
da superfície e dispensando o uso de massas”, explica.

 

Para que o síndico saiba como escolher a melhor tinta, José Antônio e Maria Eduarda aconselham que ele procure as lojas especializadas e pesquise com os vendedores as características do material que quer utilizar, levando em consideração a qualidade de cada marca.

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