A “carcaça” por vezes séria e fechada escondia um coração
mole… até frágil! Tão frágil que o hoje já saudoso Mário Albino da Mata, o nosso Mário, não resistiu a uma dessas tantas
paradas que a vida nos propõe. Ah, que pena!
Havia tanto ainda a dizer, sobretudo sobre aquilo que a
gente sempre deixa pra depois.
Havia tanto ainda a conviver, sobretudo em relação àquilo
que a gente pensa não ser prioritário.
Havia ainda tanto a demonstrar, sobretudo em relação ao
amor represado que a correria do dia a dia nos impõe esperar.
O nosso Mário respirava esse Jornal do Síndico. O tomou como
desafio há quase duas décadas e fez dele mais do que uma razão de
trabalho, uma razão de vida. Celebrou as vitórias, contabilizou as
derrotas, mas sempre se manteve de pé, com a dignidade e a verdade
que sempre lhes foram afeitas.
O céu ganhou em 5 de junho de 2017 mais um síndico, que se junta
a tantos outros que compreendidos ou incompreendidos dedicaram boa
parte de seu tempo a promover o interesse coletivo. Sim, claro, o
Jornal do Síndico era o negócio do Mário. Mas há um detalhe: era
o negócio no sentido mais amplo do termo… era um negócio de vida.
Sua ausência é sentida em cada canto da sede, em cada página
do jornal, em cada classificado revisado, em cada folhear dessas
16 páginas mensais. Será, na verdade, para sempre sentida. A
ausência do bom comandante, permita-nos, do melhor de todos os
comandantes.
A dor que não cessa nos impõe um só desafio: que a vida física
que cessa permaneça vivida no trabalho que realizamos, todos nós,
síndicos, funcionários, anunciantes, parentes, amigos, nesse negócio
chamado Jornal do Síndico.
Não é esta uma homenagem, pois entendemos que ele permanece
“presente” entre nós. É apenas um reconhecimento, um grande reconhecimento, que não merece ser deixado pra depois. Valeu Mário!
Valeu mesmo!!! Valeu por tudo!!!