Área comum Por Cecília Lima

Uma das funções do síndico é cuidar das estruturas físicas e equipamentos do condomínio, assegurando sua boa funcionalidade e adequadas condições de uso. Havendo falhas nesse sentido, – a exemplo de prejuízos financeiros ou acidentes que coloquem em risco a integridade dos demais condôminos – o síndico pode ser responsabilizado desde que seja constatada a negligência

Embora muitas pessoas achem um exagero realizar a manutenção predial, julgando serem desnecessárias as despesas feitas nesse sentido, é importante frisar a necessidade de se ter um cronograma de cuidados preventivos levados a sério. A chamada “manutenção predial” consiste no conjunto de atividades técnicas, operacionais e também administrativas para garantir que a estrutura da edificação não ofereça riscos, transmitindo confiabilidade aos condôminos e reduzindo custos com reparos de maior escala.

Dentre os vários itens que devem ser verificados com frequência, listamos oito que merecem maior atenção e devem constar no cronograma de manutenções do condomínio. Confira o check list:

Instalações hidráulicas: se a conta de água do condomínio aumentou sem motivo aparente, é indicado checar as tubulações, pois pode estar havendo algum vazamento ou infiltração. Além do desperdício, isso pode acarretar outros problemas como mofo e danos à estrutura do prédio;

Instalações elétricas: aqui estão incluídas bombas, lâmpadas, disjuntores e demais estruturas diretamente dependentes da rede elétrica. A presença de um profissional especialista é recomendada. Nunca tente fazer serviços por conta própria, tampouco delegue essa função ao zelador ou porteiro sem treinamento;

Elevadores: esse equipamento utiliza a rede elétrica, mas requer técnicos especiais para sua manutenção. O contrato com a empresa de suporte a elevadores deve constar nas despesas ordinárias do condomínio e isso jamais deve ser negligenciado, uma vez que este é um dos equipamentos mais utilizados no prédio e qualquer falha pode chegar a ser fatal;

Instalações de gás: muitos condomínios brasileiros já adotam a distribuição de gás via encanamento, em substituição aos antigos botijões. Essa rede de distribuição também deve passar por vistorias para garantir sua viabilidade e segurança;

Piscinas: a higiene da piscina deve ser feita com cautela e usando os produtos corretos. A manutenção garante a salubridade da água para o lazer, evitando a proliferação de microrganismos que podem causar doenças aos banhistas. Por outro lado, o excesso de substâncias químicas também pode trazer danos;

Jardins: a poda e rega das plantas deve ser feita com periodicidade que depende do tipo de planta e das condições climáticas de cada localidade. Áreas verdes agregam valor ao patrimônio, desde que estejam bem mantidas.

Controle de pragas: o combate deve ser feito por profissionais especializados, nas áreas comuns do prédio, a fim de evitar surgimento e proliferação de animais indesejados tais como baratas, ratos, cupins, formigas e traças.

Limpeza: a higienização das áreas comuns do condomínio deve contar com a colaboração também dos moradores, os quais devem evitar descartar lixo em locais indevidos, por exemplo. A limpeza também contribui para a preservação do patrimônio e bem-estar coletivo.

*Jornalista