Cotidiano Por Cecília lima

Em um contexto no qual a criminalidade caminha a passos largos e a impunidade se faz presente em todas as esferas, o controle criterioso de quem entra no espaço privado do condomínio deve ser algo a se levar a sério, uma vez que os números de casos de invasões e roubos a condomínios só aumentam nos últimos anos

Algumas dicas são fundamentais para diminuir as chances de ser vítima de um incidente como esses. É recomendável que o porteiro tenha consigo uma lista com os nomes dos condôminos moradores bem como seus visitantes mais frequentes, os quais possuem autorização irrestrita para acessar o prédio. O mesmo se aplica aos modelos de automóvel, suas respectivas cores e placas. Só se deve permitir passagem dos cadastrados.

Quaisquer outras pessoas, tais como prestadores de serviço, entregadores de encomendas e visitas menos frequentes só devem entrar no imóvel mediante prévia identificação e autorização do condômino ao qual vai se dirigir. Exceções à regra devem ser combatidas e infrações devem ser punidas, em nome da segurança coletiva.

Controle – A rigidez, por vezes, desagrada a porteiros e vigilantes, que veem sua atividade acrescida de muito mais tensão, cobranças e necessidade de atenção. Alguns moradores também entram no time dos que reclamam e acham desnecessária tanta burocracia para adentrar o prédio. Parece exagero, mas não é. Vários casos em todo o Brasil ilustram essa necessidade.

Há menos de um mês, em julho, um grupo de assaltantes conseguiu entrar em um condomínio residencial de classe média alta no bairro de Varjota, em Fortaleza (CE), pela porta da frente. Os invasores se misturaram em meio a moradores do prédio e passaram despercebidos pela portaria, foram direto a um apartamento que se encontrava vazio para praticar o roubo.

O crime, contudo, foi frustrado, pois os donos do apartamento chegaram ao edifício e a polícia acredita que um comparsa, que estava de guarda no lado externo, comunicou os outros da chegada dos donos do apartamento e o roubo não foi bem sucedido. Felizmente, esse foi um relato com um desfecho bom, porém não são raros os casos em que os assaltantes preferem o enfrentamento e acabam ferindo alguém para consumar o crime.

Judeus – Em São Paulo, um caso que está chamando a atenção da polícia e de síndicos de uma forma geral, é o da dupla de assaltantes que se vestem de judeus ortodoxos para despistarem porteiros e ter acessos ao interior do condomínio.

Um aspecto importante a ser ressaltado nesse viés, diz respeito à necessidade de se contar com uma equipe de funcionários treinada, que esteja atenta a qualquer movimento atípico e pronta para agir e tomar as decisões certas no momento crítico. Capacitações e reciclagens não devem ser vistos como perda de tempo ou dinheiro pelo síndico, mas sim como um investimento importante na segurança do condomínio e também na valorização do funcionário.

*Jornalista